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May 20 Como a ética abandonou o mundo
Lendo alguns posts na CISSP-BR comecei a pensar em como a ética tem tido seu valor cada vez mais tratado como secundário no mundo (corporativo ou não) e como o mundo tende a chamar de vencedor quem conquista as coisas materiais (cargo, salário, bens, etc) e chama de pessoa especial ou iluminada (como se seu comportamento fosse impossível para os outros mortais) os que vivem na ética. O senso comum parece nos dizer que viver na ética é não fazer algo de errado, ou algo pelo qual possa ser preso ou processado. Estamos prestes a oficializar os pequenos trambiques como ferramenta de sobrevivência. Gostaria de colar um trecho do post do Anderson Ramos que li com muita felicidade: "Muitos dos caras que às vezes aparecem aqui na lista pedindo o envio de cópias piratas de normas (pois elas são caras né? eles não têm dinheiro pra comprar senão não conseguem sobreviver) ou a classe média que usa antivírus pirata (muito caro né, se você gastar 90 reais no Norton não vai conseguir alimentar a família), se vivessem nas condições em que vive a periferia que foi aqui injustamente generalizada em algumas colocações, fariam muito pior do que esse bandido que aparece na notícia." Os executivos dos grandes centros comerciais do Brasil que compram os CD's e DVD's piratas nos camelôs, ou compram recibos de médicos e dentistas para o IR parecem estar roubando de uma entidade inexistente, alguém que não precisa daquilo (no caso gravadora, empresas de software ou o governo), assim como o aprendiz de bandido "Fábio" da reportagem do rodapé do post. As pessoas não notam que o que está em jogo não é o outro lado, mas sim o que elas mesmo estão adotando como valor. Mais de 30 anos depois, a lei de Gerson ("para quem quer levar vantagem em tudo") parece ter sido enraizada na cabeça de nossa geração, e enquanto as pessoas não perceberem o valor de uma vida ética, ainda viveremos com uma noção inválida de sucesso. Não me limito a falar apenas dos CD's e DVD's piratas, mas o que vejo na política e nas corporações parecem uma extensão da falta de ética das ruas, que se acostumou a chamar de "Jogo do Poder". Projetos (de lei ou não) sendo prejudicados por políticas e interesses pessoais, pessoas favorecendo outras por interesses duvidosos, pessoas prejudicando projetos necessários à sua empresa ou nação somente para prejudicar seus líderes, etc. Essa realidade está nos governos e nas empresas e são passados sem culpa dos pais para filhos, no entanto as pessoas se chocam ao ver um "Ladrão de Galinhas virtuais" com valores morais falhos (mas não tão falhos como alguns "ricaços") admitir que não acha errado roubar algumas dezenas de reais de quem pode ter um cartão de crédito. Hacker brasileiro relata 'carreira' de crimes online: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2897760-EI4795,00-Hacker+brasileiro+relata+carreira+de+crimes+online.html November 25 Controle de Conta de Usuário (UAC - User Account Control) e o Modo de Aprovação de Administradores (Admin Aproval Mode - AAM)
Um dos recursos mais interessantes do Windows Vista, e coincidentemente um dos que mais tem gerado reclamações quanto à usabilidade é o UAC (User Account Control), que foi inicialmente chamado de LUA (Limited User Access). Acho que o ponto inicial desta discussão seria entender porque a Microsoft adotou essa estratégia, e porque os usuários ainda não se acostumaram com a mesma. Quando a Microsoft desenvolveu as primeiras versões do DOS, ela fez um sistema para uso pessoal em um computador pessoal, ou seja, nenhum requisito de segurança foi levado em consideração, um usuário ao iniciar um computador tinha plenos poderes sobre o mesmo pois teoricamente o computador era pessoal, pertencia ao usuário. O produto Microsoft para empresas sempre foi a linha NT (Server e Workstation), os quais possuíam um controle de acesso, diferentes perfis de usuário e um sistema de arquivos com permissões DACL (Discritionary Access Control List). O Windows 95 trouxe um pouco deste mundo para o velho e surrado DOS, que até então estava apenas coberto com uma capa gráfica através de perfis de usuário e de um reference monitor, que mediava acesso ao hardware. Por isso tantos softwares do Windows 3.11 e DOS não funcionavam no Windows 95, e tantos usuários reclamaram da incompatibilidade de os "absurdos" 8 MB de RAM para rodar o sistema bem. Nos últimos anos, mesmo os recursos do NT se mostraram insuficientes para manter a segurança em um mundo totalmente conectado, e a comunidade de TI e SI passou a desejar um sistema mais seguro, uma vez que as versões 2000 e XP apesar de trazerem melhoramentos não reviraram tão bruscamente o kernel a ponto de mudar o comportamento do sistema. O Vista trouxe esta mudança, e um ponto principal para isso era manter o usuário trabalhando sem "super poderes" sobre o sistema, mesmo que ele os tenha. Essa atitude visa a impedir que programas maliciosos se aproveitem de um lapso dos usuário para se utilizarem de seus "poderes". A estratégia básica do UAC é separar o usuário padrão do usuário administrador, criando assim uma dupla identidade para o mesmo. Durante todo o tempo em que o usuário utiliza o Windows Vista, ele sempre trabalha com sua identidade padrão, sem permissões de administrador. Quando algum aplicativo solicita que uma tarefa que necessita de permissões administrativas seja executada, o sistema avisa ao usuário e pergunta se ele realmente deseja realizar aquela tarefa. Isso pode acontecer de 3 formas: 1) Elevação automática (Sem perguntar): Funciona como nas versões anteriores do Windows, o usuário não é questionado quando à utilização de seus direitos de administrador e automaticamente o aplicativo recebe a permissão. Este modo parece ter sido criado somente para aqueles usuário que não aceitam uma janelinha na sua frente perguntando se ele autoriza ou não uma ação, mas agindo dessa forma o UAC não consegue agregar segurança ao processo. O mais incrível para mim e ver que muitos usuários (os mesmos que pediam por mais segurança) aprenderam a configurar suas máquinas dessa forma, e abrem mão de toda a segurança do UAC. 2) Pedir Consentimento (Padrão): Neste modo o usuário é apenas consultado pelo sistema para elevar seu nível de privilégio ao maior disponível. A Cor da tarja superior da janela pode ser Azul (componente do Windows), Cinza (Programas com assinatura digital) e Laranja (programas não assinados digitalmete), conforme representado nas figuras abaixo: 3) Pedir credenciais: Quando configurado desta forma, o UAC pede para que o usuário insira novamente a senha a cada vez que tiver que utilizar seus direitos administrativos, conforme exemplos abaixo: O Comportamento do UAC pode ser facilmente configurado através do Snap-in "Diretiva de segurança local" Na diretiva "Comportamento do prompt de elevação de administradores no Modo de Aprovação de Administrador" pode-se escolher entre: Elevar sem aviso, Pedir credenciais ou Pedir consentimento, conforme a figura abaixo: Nos próximo post, vou abordar o Desktop seguro, aquela tela escurecida para tudo que o usuário está fazendo e deixa tudo mais escurecido. Veremos que trata-se de outro importante recurso de segurança do Vista ainda incompreendido pelos usuários. November 19 PLS 76 e a Defesa Digital
"Leis são como salsichas, melhor não saber como são feitas" A recente discussão sobre o PLS 76 do senador Eduardo Azeredo me levaram a identificar o real sentido desta frase, neste caso ela não pela forma como o texto é feito, mas pela forma como diversos setores da sociedade agem para desfazê-la. Tendo acompanhado este projeto de Lei já há 2 anos e visto inúmeras barbaridades na forma como as informações tem sido manipuladas para que o mesmo se torne "impopular" e como o mesmo tem sido tratado por alguns grupos, que reproduzem em coro algo que não entendem, sem a preocupação em avaliar verdadeiramente o projeto. O Projeto apresentado pelo senador Eduardo Azeredo modifica o Código Penal, Código Penal Militar, Código do Processo Penal e Código do Consumidor, visando tipificar condutas mediante uso de sistema eletrônico, o que hoje não existe em nossa lei. O PLS 76 estabelece penas para: - Acesso indevido a sistemas; - Roubo de dados; - Quebra de confidencialidade (um dos pilares da segurança); - Criação ou propagação de código malicioso; - Falsificação de cartão de crédito, débito ou similar; - Clonagem de telefones celulares ou meio de acesso a redes de computadores. Além disso o projeto ainda cria um mecanismo de proteção ao consumidor, obrigando que o mesmo seja informado sobre a necessidade do uso de senhas ou similares, visando protegê-los de diversas ações maliciosas. O Brasil necessita de uma lei que o possibilite tornar-se signatário da convenção sobre o Cibercrime, também chamada de Convenção de Budapest, celebrada em novembro de 2001, e este projeto tem sido considerado por muitos um dos mais avançados do mundo em termos de combate ao Cibercrime, mas toda vez que o mesmo é entregue à CCJ (Comissao de Constituição, Justiça e Cidadania) algum ítem é questionado e o projeto aparece como um vilão para a sociedade. Foi assim quando acusaram o projeto de tentar controlar a Internet e novamente quando o acusaram de dar "superpoderes" aos analistas de segurança da informação, duas insanidades que se não tivessem circulado pela mídia como um "hoax" circula pela Internet seriam somente uma piada ou prova de incapacidade de interpretação de quem os criou. Vejamos o foco dos dois ataques: 1) "A obrigatoriedade de se indentificar o usuário é uma invasão de privacidade e um atentado a um direito humano fundamental." Não existe isso, o projeto só pede que o provedor possa identificar qual de seus usuários conectou-se em determinado momento, e qual IP lhe foi dado para navegar na Internet. Nenhum registro do uso da internet pelo usuário será criado. Na realidade o projeto só regulamenta uma prática comum entre os maiores provedores de banda larga. Por outro lado, sem esta identificação vários criminosos podem se esconder em continuar a cometer crimes não só de roubo, mas de calúnia, difamação, racismo, pedofilia, e até mesmo marcar encontros que culminam em agressões físicas ou assassinatos. 2) "A Retenção de logs por 3 anos aumenta o custo de operação e prejudica a inclusão digital" Complementando o ítem anterior, é necessário que se identifique autores de crimes. Não se pode desprezar a segurança em função de custos, é irresponsabilidade sugerir algo em contrário a isso. 3) "A Defesa digital vai dar superpoderes aos analistas de rede" Após debatermos sobre o PLS 76 e mais específicamente sobre a defesa digital em uma reunião da ISSA (International Systems Security Association) , os presentes chegaram à conclusão unânime que o artigo é fundamental para o exercício de nossa profissão amparados pela lei. Mas uma vez que este artigo recebeu muitas críticas de outros setores da sociedade, propusemos a seguinte alteração na definição de Defesa Digital: O Conceito de Defesa Digital: A definição está adequada, retirando o “resposta a ataque”, substituindo o “proveito próprio ou de seu proponente” por “defesa própria, de seu proponente ou da sociedade” e substituindo “interceptação defensiva” por “monitoração defensiva”. Note: O termo “da sociedade” protege as pessoas que estudam e apontam vulnerabilidades para os fabricantes ou o fazem em feiras sobre segurança da informação visando alertar os proprietários dos sistema sobre a existência da mesma. Após a alteração, a nova definição ficaria assim: IV – defesa digital: manipulação de código malicioso por agente técnico ou profissional habilitado, em defesa própria, de seu preponente ou da sociedade, e sem risco para terceiros, de forma tecnicamente documentada e com preservação da cadeia de custódia no curso dos procedimentos correlatos, a título de teste de vulnerabilidade, de frustração de invasão ou burla, de proteção do sistema, de monitoração defensiva, de tentativa de identificação do agressor, de exercício de forense computacional e de práticas gerais de segurança da informação. Infelizmente o coro de fantoches de alguns setores da sociedade mais uma vez fez com que a defesa digital, considerada por muitos um dos artigos mais avançados no mundo neste sentido fosse retirado do projeto. O que mais me incomoda é que fica claro que todos os ataques gerados ao projeto miravam um ponto polêmico para impedir que o todo, sendo que na minha opinião o que incomoda é alguns setores da sociedade é o custo gerado pela segurança proporcionada pelo projeto. Custos em manter registros de conexão (extremamente indicado por qualquer profissional de segurança), avisar aos usuários sobre os riscos em não configurar seus equipamentos, etc. Como sempre: Segurança é bom, desde que não tenha custo. June 15 Aplicando a pirâmide de Maslow ao Business Continuity Plan
Conversando com a alguns profissionais de segurança da informação, você sempre poderá ouvir um histórias sobre um plano de continuidade que falhou ou teve que ser complementado por causa de um pequeno fator: “o ser humano”. Focamos grande parte de nossos esforços em imaginar como manter nossa organização funcionando, manter a alimentação de nossos computadores, manter a comunicação com o mundo exterior e outras considerações pertinentes ao ambiente, mas apenas depois de algumas experiências, começamos a pensar em nossos colaboradores com mais atenção. Na criação de um BCP, temos que condiderar que nossos coleboradores podem ter coisas mais importantes a fazer em uma situação de desastre do que sustentar a operação da empresa. Não porque não são trabalhadores aplicados e responsáveis, mas porque trabalhamos com uma escala de prioridades, como qualquer outro organismos do mundo. O objetivo deste artigo é fazer um breve estudo sobre porque e o que devemos ajudar aos nossos colaboradores em uma situação de desastre para que eles supram suas necessidades mais básicas coloquem nosso plano no topo de suas listas de ocupações.
Em 1943, Abraham Maslow escreveu um paper chamado “A Teoria da motivação humana” onde ele estabeleceu uma pirâmide de 5 níveis com uma hierarquia de necessidades humanas, que vão do nivel 1 (Physiológico) até o 5 (Atualização). Maslow defende que os níveis mais altos da pirâmide só ganham foco quando as necessidades de níveis inferiores são satisfeitas em sua maior parte ou totalmente, e cada nível depende da satisfação alcançada no nível inferior. Uma vez que você sempre trabalha com pessoas,e em um momento de crise é quando você mais depende deste pessoal, as teorias de Maslow podem ter papel fundamental na criação de um plano de continuidade de negócios bem sucedido. Na base da pirâmide podemos encontrar necessidades fisiológicas como respirar, se aquecer, beber agua, se alimentar e dormir. Isso pode ser uma surpresa para alguns mas seu BCP pode ser comprometido se você não tiver pessoas operando o plano e suprir as necessidades basicas destas pessoas que trabalharão em situações extremas como um tornado ou tsunami. A primeira vez que pensei sobre a relação de Maslow com um plano de continuidade de negócios bem sucedido foi durante uma apresentação do Gartner Group em que o palestrante nos falava sobre um banco que criou uma instalação bem protegida e abastecida para suportar tornados e outras condições extremas. Quando eles finalmente utilizaram o local, eles não conseguiram manter a operação porque seus funcionarios não tinham um local para comer, dormir e realizar outras necessidades humanas. Com uma cidade inteiramente destruida, eles não puderam manter as pessoas trabalhando, e elas foram para outras cidades, procurando por água potável, energia e comida. Em situações como esta, necessidades fisiológicas podem controlar pensamentos e comportamentos, e as pessoas podem se sentir adoentados, com dor e disconfortáveis. Sob esta situação você pode ter uma evasão de sua força de trabalho, pessoas super estressadas trabalhando em uma situação delicada e um grande risco de novos desastres causados pelo estado físico e emocional the seus devotados mas cansados colaboradores que não abandonaram a companhia e o plano. No próximo ano este banco incorporou um centro de suporte de vida ao seu BCP. Mas então me pergunto: necessidades físicas é tudo com o que temos que nos preocupar? No segundo nível da pirâmide podemos encontrar as necessidades de segurança. Segurança não é somente sobre proteção física contra violência, delinquencia e agreções. Temos neste nível as preocupações com a garantia dos empregos, receita, segurança moral e fisiológica, manutenção da saúde e segurança da família. Para suprir este nível, as coisas começam a ficar um pouco mais complicada porque você fazer com que seus colaboradores sintam-se seguros sobre sua própria saúde, a saúde da companhia, e a saúde de seus familiares. Como você pode convencer um empregado a continuar trabalhando quando sua família está tentando deixar a cidade para sobreviver? Como você pode convencer um trabalhador a continuar trabalhando duro, se ele pensa que sua empresa está falindo? Claro que falamos de um plano muito forte, desenhado para situações extremas onde nada está funcionando e tudo depende de sua companhia. Nestes casos você precisa ter um plano de comunicação que traga segurança para empregados e você pode ser responsável por acomodar ou evacuar os familiares de uma área de desastre, e muitas vezes suprir suas necessidades essenciais ou protegê-los em sua própria estrutura. A não ser que você esteja planejando uma base lunar ou ou uma instalação contra uma gerra nuclear ou quimica, onde as pessoas estarão por meses ou anos, você não precisará se preocupar com com outros aspectos da base da pirâmide como conforto para o corpo, exercícios, etc e com os níveis 2 a 5, amor, status e atualização respectivamente. Estas questões são importantes para o departamento de recursos humanos, e precisam ser tratados antes de um desastre para elevar a satisfação e consequantemente a fidelidade de seus trabalhadores, mas isso não é nada com que você tenha que se preocupar em uma situação de desastre. Maslow não provê uma solução para todos os pontos do comportamento humano em uma situação de desastre, mas ele nos diz muito sobre o que temos que antecipar se não quisermos ver nosso pessoal abandonando suas posições de trabalho e correndo para manter suas vidas e a vida de seus familiares. Nenhum trabalho, carreira ou gratificação faz sentido se os níveis mais baixos da pirâmide não forem supridos. Fernando Fonseca Security Consultant References: May 29 Procedimentos de Segurança...
Algumas vezes me impressiono com os procedimentos de segurança adotados por algumas grandes empresas, e fico pensando qual a razão misteriosa para aquela atitude. Será que esse pessoal faltou a algumas aulas ou eu sou um cego e não vejo a beleza da lógica aplicada nos procedimentos? Como fui vítima de 3 destes procedimentos nas últimas 24 horas, resolvi fazer uma coletânea destas pérolas no formato de perguntas e respostas, quem sabe alguém me ajuda... P1: O Cartão de chaves de segurança dados pelos bancos, faz a função de um segundo fator de autenticação para o Internet Banking. Nos caixas automáticos um banco começou a me pedir para usar este cartão também. Porque eu teria que ter 2 coisas diferentes + duas que sei (minha senha e as letrinhas) ? R1: Uma funcionária do banco me confidenciou que seria útil no caso o cartão magnético seja clonado com um "Chupa Cabra". P2: Fui ligar para reportar a perda de um catão de crédito, e o banco não aceita ligações de telefones públicos. Nem para o 0800 nem para o 4004-XXXX. Isso significa que tenho que chegar em casa para ligar? Quem paga a conta do uso enquanto eu não chego em casa e meu cartão é utilizado? E se eu estiver viajando? Seria isso para me forçar a fazer aquele seguro ridículo? R2: <Espaço para reflexões> P3: Um outro banco resolver gerar 3 letrinhas para que eu pudesse acessar minha conta, algo do tipo "WPY", e pediu que eu decorasse. Será que o criador deste mecanismo sabe que 95% das pessoas vão manter o papelzinho com a senha ou anotá-la em outro lugar? Seria muito difícil deixar o correntista trocar as "letrinhas"? R3: <Mais reflexões> P4: Eu compro uma linha telefônica por telefone, mas só cancelo enviando cópias dos meus documentos (que nem existem na operadora). Essa é uma medida de segurança ou para evitar a evasão de clientes? R4:<Essa é fácil...> P5: Eu assinei a TV a cabo pelo telefone, apenas passando os dados. Fui transferir para outra pessoa, mantendo o mesmo endereço e me solicitaram o envio de cópias dos documentos meus e do novo assinante por fax. Qual a finalidade disso? R5:Quando morrer, e no além tiver acesso a todas as verdades do mundo eu cobrarei essas. No fundo creio que existe excesso de boa vontade para desburocratizar os processos quando se trata de aumentar a receita. Neste ponto a análise de risco é sempre positiva, mas quando se trata de simplesmente simplificar a vida do cliente o risco se torna inaceitável. March 01 Hakers e Gestores: Complementares
Ontem assisti à apresentação do Montanaro no ISSA Day na FIAP, e confesso que fiquei muito feliz com o tipo informações passadas no evento, algo bem técnico é muito bem explicado. Em determinados pontos me lembrei de uns artigos interessantes que traduzi em 2003 sobre como A Estrutura de Boot, Fazer um pequenoo sistema operacional, etc. Mas a lembrança mais importante foi o porque resolvi entrar na área de segurança da Informação. Para não contar minha vida desde os 12 anos (o que alguns dizem que levaria séculos), basta dizer que em 3 meses o Basic de meu primeiro computador virou brinquedo, quis algo mais forte e passei para o Assembler Z-80 e finalmente meti o ferro de solda no meu MSX para fazer algumas coisas "espaciais". Quando comprei meu primeiro XT (U$ 2.500 sem HD) passei a lidar com linguagens mais elaboradas como Cobol e Clipper, e comecei a entender mais sobre a administração das empresas para analisar, programar entregar, treinar e dar suporte a meus pequenos sistemas. Afinal de contas havia decidido que viveria de Informática. A última aplicação que desenhei já foi usando Delphi 2 e MS-SQL 6.0 para rodar no recem lançado Windows 95, não precisa nem dizer porque passei para a área de redes, não é mesmo? Agora lidando com as redes Novell 3.12 e posteriormente com NT 3.51 minha vida parecia feliz (exceto quando a faxineira varria o cabo coaxial), mas depois do Windows 2000 passei a lidar também com sistemas de gerencia de redes (CA-TNG, SMS, etc), onde implantei projetos fantásticos mas extremamente trabalhosos. A Vivência coordenando atividades em CPD´s e coordenando projetos de implantação de redes e ferramentas de gerência me fez parar para pensar: A Cada nova tecnologia começo todo o aprendizado de novo, onde posso aproveitar o conhecimento que acumulei em quase 20 anos? A Minha resposta foi a segurança da informação. Você não precisa passar 20 anos fazendo de tudo para ser um bom profissional de SI, mas todo o conhecimento em gestão e TI que se tem é aproveitado. O conhecimento sobre análise e desenvolvimento me ajuda a entender as ameaças e o negócio da empresa, o de rede (Novell, Linux e Windows) a entender o fluxo dos dados e requisitos de disponibilidade, o de Gerência de Rede me ajuda com a parte de monitoração e toda a vivencia em projetos sobre como implantar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação. A segurança requer isso tudo, por mais que se tente bloquear tecnologicamente uma ação, como o Montanaro colocou muito bem ontem "quem chega primeiro tem vantagem", e ai entra a gestão da segurança para impedir que o invasor entre primeiro. De que adianta os melhores desenvolvedores do planeta criarem as melhores proteções se a área de gestão não garantir que a proteção chegue antes do ataque? Existem Hackers (no sentido real da palavra) que tem aversão por gestores, e gestores com arrogância suficiente para tratar tudo como somente processos. Eu vejo sinceramente que estes dois profissionais devem conviver no mesmo ambiente, e se possível na mesma pessoa. É claro que não dá para ser o melhor em tudo, mas manter o foco em gestão pensando também tecnologicamente é extremamente valioso em uma organização, Da mesma forma um técnico que acha que tudo se resolve no código ou ferramentas fica eternamente correndo atrás do adversário, em uma atitude extremamente reativa, ao contrário do técnico que pensa no processo como um todo, e gera produtos melhores Quem ataca não precisa atacar tudo, apenas o ponto fraco do sistema, Para atacar não se precisa de um gestor, mas para defender temos que ter uma visão de todas ameaças ao sistema, endereçá-las e agir sobre elas, e isso se faz sem um bom técnico que suporte essas ações. February 21 Security Kernel x Patch Guard
Estava folheando o CISM prep guide quando vi a explicação de uma questão do livro sobre security kernel, o que me faz lembrar de todas as críticas que o Windows Vista 64 tem recebido. Segundo o livro, um "Security Kernel" implementa o conceito de "Reference Monitor", e deve ter as seguintes características: Precisa mediar todos os acessos, Precisa ser protegido quanto a modificações e Precisa ser verificado como correto Embora o Patch Guard esteja presente nas versões 64 Bits do Windows XP e Windows 2003 após o SP1, e a Microsoft nunca tenha dado suporte a Patches de Kernel, o mercado vem tratando esta implementação como uma decisão arbitrária da Microsoft intencionada a dificultar a vida dos concorrentes na área de segurança de hosts, uma vez que a Microsoft entrou neste mercado. Mas analisando ponto a ponto, o que me parece é que o Patch Guard e outras tecnologias incorporadas ao Vista vem de encontro à implantação do "Reference Monitor", um amplamente aceito pelo mercado como parte do TCB (Trusted Computing Base), e imprescindível para uma certificação B2 (TCSEC). Vamos analisar as exigências do TCB: 1) Precisa mediar todos os acessos Quem viu a mudança de Windows 3.11 para Windows 95 sabe que vários programas DOS, que chamavam funções da BIOS pararam de funcionar porque não podiam mais acessar as portas diretamente, etc. Hoje já nos acostumamos ao fato que o Kernel não pode permitir acesso direto a harware, ou até mesmo ao sistema de arquivos. Só para ilustrar o fato, na última Black Hat, a pesquisadora Joanna Rutkowska conseguiu alterar um driver em tempo de execução com um simples acesso ao Pagefile, o que obrigou a Microsoft a fazer alterações no Beta do Vista. Para que as aplicações possam realizar funções de baixo nível como filtrar pacote, e/ou até mesmo modificá-los antes de saírem do host que existe as API's. No caso dos pacotes de rede o Vista possui a Windows Filtering Plataform (WFP), onde se baseia o próprio Windows Firewall. Outra implementação foi o "File System Filters" que permite que uma aplicação monitore tudo que entra e sai no sistema de arquivos. 2) Precisa ser protegido quanto a modificações O Patch Guard protege o Kernel quanto a modificações (patches), modificações na "Interupt descriptor table", "global descriptor table", "system service tables" e evita que se use pilhas do kernel não alocadas por ele, mas a Microsoft pretende proteger outros recursos, ainda não especificados. 3) Precisa ser verificado como correto Ai entra um recurso diferente o "Code Integrity". A cada vez que o Windows inicia, um hash de cada driver assinado e cada binário do sistema é criado e comparado com o hash criado na hora da instalação, isso garante que os arquivos não sejam alterados enquanto o sistema estiver desligado. O BitLocker também protege estes arquivos quando criptografa toda a partição de sistema. Na minha opinião, lutar contra o Patch Guard é lutar contra a segurança no próprio sistema, para tentar acoplá-la depois como cada um quiser. Seria como tirar o airbag dos carros para que os fabricantes de almofadas pudessem vender almofadas com cores diferentes para os passageiros segurarem contra o peito. Mas o pessoal da Microsoft parece concordar comigo, e já declarou que vai tratar qualquer método de contornar o Patch Guard como uma falha de segurança e corrigí-la com um update. A Segurança tem que estar no concepção, na criação, na manutenção e principalmente na alma do produto e neste ponto o Vista é uma evolução significativa e sem volta. February 20 <FUN MODE> Direitos autorais na praia </FUN>
Como normalmente não carrego o notebook para a praia, gravei em meu celular algumas considerações que fiz sobre a proteção de direitos autorais no Brasil, enquanto aguardava ansiosamente minha primeira cerveja do carnaval e uma porção de colesterol estratégicamente disfarçada de carne de sol e Aipim. Nesta minha espera, dispenso educadamente o terceiro vendedor oferecendo CD's e DVD's (fora um estranhíssimo que vendia uma correntinha de ouro e um relógio). Mas enquanto este vendedor saia, foi inevitável ver em sua mão e ví um CD escrito "FUNK" em letras garrafais. No mesmo momento me passou um arrepio, seguido por calafrio e terminando em piedade e compaixão ao pensar aos danos neurológicos irreparáveis que a superexposição àquele produto poderia causar a uma mente quase saudável. Após o susto me veio o questionamento se o governo poderia criar algum tipo de imposto sobretaxando este tipo de criação por danos sociais e ambientais, criando assim um tipo de fundo para recuperação das pobres mentes atormentadas por aquela gritaria sem fim. Eu sei que as pessoas escolhem livremente preencher o ambiente com este tipo de ruído, assim como escolhem encher seus pulmões e tudo em volta com nicotina, mas pelo menos o governo já sobretaxa o cigarro para tentar pagar parte do custo que tem no tratamento de câncer, enfisema, infarto e problemas circulatório com os seus dependentes. Neste momento me veio à mente a beleza dos direitos autorais, como é lindo pensar que as pessoas não poderão entrar na loja e comprar essas "pérolas" por R$ 1,00 (pelo menos até encalharem como o "Bonde do Tigrão" e "O Tchan" estão hoje em dia). Por que será que ao invés de pegar um grupo como Skank e Capital Inicial ou uma cantora como Marisa Monte ou Maria Rita que levam meses produzindo um CD em stúdio, as gravadores pegam um grupo de desesperados, gravam um CD em uma ou 2 semanas, gastam merreca com stúdio (se não gravar ao vivo do boteco) e vendem o CD quase ao mesmo preço? Tai a sobretaxa, mas vai para o bolso dos produtores. Infelizmente este negócio se tornou lucrativo demais e vão nos enfiar todo tipo de lixo barato, criando a cada ano uma banda sensação nova. Talvez a forma de eliminar este mal fosse aplicar o esquema de distribuição gratuita na Internet pelo seu valor real (nada), não teríamos tantos produtores empurrando estes "fenômenos" musicais para o domingão do Faustão ou programas similares e tentando convencer as mentes despreparadas que esse ruído é bom. Por outro lado, me lembrei de minha tia inocentemente contando que um motorista de Taxi no Rio de Janeiro fez uma coletânea de clássicos nacionais e internacionais e exibia as músicas aos passageiros durante a viagem. Ao final oferecia cada um por R$ 10,00 ou os 6 por R$ 40,00, uma barganha! O Pelo nível das músicas eu acho que dificilmente uma gravadora conseguisse colocar tantos clássicos em 6 CD's por este preço, mas sei que o motorista confessou à minha tia que tem dias que ele está desanimado para sair com o Taxi mas sai mais pelo lucro dos CD's do que pela corrida, e está pagando a faculdade do filho só com este lucro. Isso sempre me impressiona no Brasileiro. Particularmente acho que esquemas de venda de música e filmes pela Internet vão reduzir radicalmente o custo final dos produtos e terminar com este mercado paralelo pelo simples motivo de não ser mais lucrativo. Hoje o preço do produto "alternativo" já se aproxima muito do original, e com a escolha compras por faixas independentes as pessoas poderão fazer suas próprias seleções musicais, até mesmo de Funk, (eca!). February 01 BitLocker and EFS Enhancements
Quando a Microsoft preparou as versões do Windows Vista, umas das diretivas era que os usuários da versão Ultimate teriam uma atenção especial durante o ciclo de vida do produto, colocando de tempos em tempos produtos opcionais para estes clientes. Além disso, criou um site especial para os usuários desta versão, chamado Windows Ultimate. Ontem me deparei com algumas dessas atualizações em meu Windows Update, e uma delas em especial me chamou a atenção por sua relação com a segurança, o BitLocker and EFS Enhancementes. Este extra do ultimate é focado em facilitar o manuseio de criptografia e a segurança do usuário doméstico, que ao contrário do usuário da versão Enterprise não tem o conhecimento técnico ou uma estrutura de Active Directory para manter cópias de segurança de suas chaves (EFS e BitLocker). Vejamos quais as funções destes extras: Windows Bitlocker Drive Preparation Tool - Ajuda a preparar o drive do seu computador para o BitLocker. Secure Online Key Backup - Trata-se de uma ferramenta que possibilita que o usuário faça um backup de uma forma super simples de suas chaves de criptografia do BitLocker e do EFS em seu Digital Locker, um espaço pessoal do Windows Marketplace, associado ao passport do usuário. Particularmente acho este extra uma opção importantíssima para a integridade dos dados do usuário e um alívio para o suporte técnico da Microsoft, pois sem estas chaves os usuários podem perder todos os dados criptografados de seu Hard Disk. Além dessas atualizações a Microsoft colocou um simpático jogo de Poker chamado Hold´Em Poker, e o Windows DreamScene, que coloca vídeos em seu papel de parede. Mais do que prometer um diferencial, o importante é entregar. E parece que desta vez vai ;-) January 19 O Bom é inimigo do ótimo, o ótimo é amigo da segurança
O recente acidente nas obras do metrô me fez pensar sobre a eterna redução de custos que as empresas vivem para ganhar as concorrências. Seria leviano acusar as empresas de algo sem a conclusão das investigações, mas na maioria das vezes se deseja aumentar o lucro, os acionistas ou a área financeira (que não entendem nada do negócio) reduzem o quadro técnico ou a qualidade do material e aumentam os esforços de venda de uma forma que varia de quase a totalmente irresponsável. Eles se esquecem que precisam entregar algo de qualidade, e na maioria das vezes quem se mata para garantir o mínimo de qualidade é a equipe técnica, que entende o tamanho do problema e não aceita fazer algo tão ruim. Se lembrarmos do ¨pequeno¨ erro de usar agua salobra areia do mar, no Palace II no Rio de Janeiro isso fica um pouco mais evidente: Ele caiu como um castelo de areia. Uma frase que virou uma uma maldição dentro das empresas é a famosa "o ótimo é inimigo do bom", hoje qualquer um fala isso como que lhe ensinando uma grande lição de gerenciamento de projetos que vai mudar sua vida. Concordo que ficar escovando bit não é produtivo (a não ser quando é necessário), sei também que os 10% ou 20% que separam o bom do ótimo podem levar o mesmo tempo que os outros 80% a 90%, mas até onde o bom é realmente bom ? nós realmente ganhamos com isso? Entramos em um ciclo negativo globalizado onde os profissionais trabalham por dois, impedindo a criação de novas vagas, mantendo o custo operacional, a satisfação dos acionistas, a competitividade das empresas, e em última instância os próprios empregos. As empresas precisam manter este custo baixo para oferecerem um custo inferior para os clientes, que são também funcionários de alguma empresa e colocam o preço na frente da qualidade por ganharem menos do que nunca. Projetos que envolvem ativos valiosos como vida humana ou confidencialidade não podem ter erros, tem que ser ótimos, perfeitos! Temos que proteger toda a superfície de ataque, e esse percentual que separa o bom do ótimo é o suficiente para que uma falha de segurança aconteça. O diabo mora nos detalhes, e é nos detalhes que começam os desastres. O ônibus espacial Challenger explodiu por que o responsável não quis adiar o lançamento por causa de uma borracha ressecada. Isso poderia ser considerado um pequeno erro de avaliação de risco, mas para mim não existem pequenos erros, um erro é sempre tão grande quanto as conseqüências que ele trás.
O que podemos fazer é esperar que o mundo alimente este ciclo até que a qualidade dos produtos seja tão ruim a ponto das pessoas mudarem sua atitude, e que os lucros sejam insuficientes para todas as indenizações. Ai talvez algo aconteça. January 13 Access Control x Awareness
Ao ir almoçar hoje com o Igor Pipolo (ABSEG) e mais duas pessoas de segurança patrimonial, uma cena comum não passou desapercebida: Um Crachá sobre a mesa "reservando lugar". Nós brincamos sobre a situação, mas logo comecei a pensar mais seriamente... Particularmente eu acho uma falta de educação notória as pessoas "ocuparem" lugares com seus crachás enquanto outros ficam em pé esperando. Esta atitude aumenta o tempo de uso da mesa em pelo menos 50%, pois ela fica ocupada enquanto a pessoa se serve e enquanto come. Mas se as pessoas não tem nem mesmo essa consciência sobre o coletivo, como esperar a consciência sobre segurança? Perto, ou até mesmo dentro de todo grande edifício empresarial existem restaurantes onde os funcionários de grandes empresas almoçam. A quase totalidade dos crachás pertencem a empresas que possuem um controle de acesso bem implementado, utilizando o mesmo crachá como fator de autenticação (algo que você possua). Isso nos leva a pensar que se alguém quiser visitar nossa empresa basta passear pelos restaurantes próximos à empresa e se servir no self-service de crachás. Raramente vemos uma bolsa sobre uma mesa, isso porque as pessoas consideram que suas bolsas e carteiras tem valor. Porque então as pessoas acham que seus crachás (que podem conter até mesmo smart cards) não tem valor? Desta situação eu tirei duas lições quanto a fatores de autenticação: 1) Quando se trabalha com "algo que você possua" a autenticação com 2 fatores é cada vez mais desejada, mas pode causar gargalos. Se insistirmos em apenas um fator, temos que conscientizar e lembrar constantemente ao dono deste crachá sobre o seu valor. 2) Aquilo que você é, você nunca esquece e ninguém lhe tira. Minha mãe costumava dizer que eu não esqueço a cabeça porque está grudada no pescoço, o mesmo serve para a Íris, retina, mãos, voz, etc. Se fosse desenhar um controle de acesso hoje consideraria com muito carinho uma solução biométrica, desde que seja rápida o suficiente para não gerar gargalo. De qualquer forma um pouco de senso coletivo agilizaria o almoço de todos e garantiria um pouco menos de exposição das empresas. DDOS no Laboratório (FUN MODE)
Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007. Começo a escrever este post de dentro de um laboratório, aguardando que me chamem para tirar meu sangue (literalmente). De repente as coisas começam a aparecer na minha cabeça como uma visão do John Nash no filme "Uma Mente Brilhante". Isso significa que estou ficando inteligente, louco os os dois. Voltando a meus devaneios, na hora de pegar a senha em uma maquininha você escolhe (analogamente um router de entrada do laboratório) entre cliente normal ou idoso e gestante. Eu peguei uma senha normal e constatei que tinham 18 pessoas na minha frente. Como tinha chegado às 6:30, poderia ficar lá até no máximo 7:30 e ainda chegar a tempo para a reunião do Infosec às 8:00. Ai começa meu drama... Sentei-me perto da porta e vi uma senhora idosa chegando. Pouco depois ela vem com um papel na mão e comenta com a filha: Nossa, já chamou? Neste momento achei interessante este benefício ter funcionado, parecia que o controle de QOS do router funcionava bem e roteava os idosos para a bateria de atendentes (cluster de servidores) que digitavam a imensa lista de exames de cada um. Pouco depois entram duas cadeiras de rodas com idosos, e mais algumas cabeças grisalhas andando. Neste momento percebi que as 18 pessoas que estavam na minha frente na fila se multiplicariam rapidamente... Nem com um load balancing bem implementado entre os atendentes eu não conseguia chegar até um deles. A cada senha (analogamente um pacote) normal processada era processadas de 1 a 5 de idosos Começei a olhar para o relógio e via que meu TTL estava expirando... Quando alcançamos o final de meu horário limite, concluí que os idosos de toda São Paulo deviam ter planejado um ataque DDOS àquele laboratório. Eles vinham de todos os lados, passavam pelo roteador e causavam indisponibilidade quase total para os outros clientes. Sai sem exame a agora me preparo para mais uma noite de jejum, amanhã tento novamente. Obs: A Fila prioritária é um avanço com o qual concordo e respeito, a intenção era rir de meu infortunio, porque rir da desgraça dos outros é pecado :-) January 05 Uma imagem fala mais que 1000 palavras, um vídeo então...
Durante a 3a Fase da Academia Latino-Americana de Segurança da Informação eu utilizei alguns trechos de filmes para demonstrar alguns conceitos de segurança. À medida em que fui lembrando dessas situações fui extraindo estes trechos dos filmes e colocando os devidos créditos, para não violar a lei de direitos autorais, conforme trecho abaixo: "Não constitui ofensa aos direitos autorais a reprodução de pequenos trechos de obras preexistentes, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores. É importante indicar corretamente no material o nome das obras reproduzidas e dos detentores dos respectivos direitos autorais" Estou começando a lista agora, mas se alguém quiser conhecer minhas listas e baixar os vídeos, fique à vontade. Se quiser comentar um trecho de filme que ache interessante, basta inserir um comentário no post que tento incluir o vídeo. January 01 A Paixão move o mundo virtualÉ notório que os maiores feitos da humanidade são movidos pela paixão, o amor está na base da pirâmide das necessidades humanas (Segundo Maslow). Por este motivo eu escolhi o 1 de Janeiro, o dia mundial da paz para escrever um pequeno post "piegas" sobre como a paixão tornou possível eu escrever este texto e você o ler quase instantaneamente.
No início da década de 80 um casal de namorados chamados Leonard Bosak e Sandra Lerner trabalhavam em departamentos diferentes na universidade de Stanford, e seus computadores não se falavam. Neste contexto Bosak teve a feliz idéia de criar um aparelho que ele chamou de "router" para fazer com que seus e-mails chegassem até Sandra. Em 1984 os dois fundaram a Cisco Systems, nome também derivado de uma paixão, a linda cidade de San FranCISCO. Hoje Bosak é um rico ex-marido de Sandra, mas sua invenção continua encurtando distâncias e ajudando muitos casais e movimentando uma fortuna pelo mundo afora. A verdade é que no fundo, a paixão por algo é o que nos tira da cama todos os dias. Faço votos que em 2007 nossa paixão nos leve mais longe, e que nossas realizações nos tragam muita felicidade (ou até mesmo uma fortuna, como o caso da Cisco). December 26 Algoritmo para o ano novo (Coisas de nerd)Hoje um amigo (da época em que eu programava em Clipper e Delphi) me enviou um algoritmo com seus votos para o ano novo. Após rir bastante eu comecei a lembrar das coisas mais nerds que já vi meus amigos fazerem, e que por incrível que pareça fazem todo o sentido para nós. Vou colocar algumas dessas atitudes por ordem de lembrança, mesmo porque é difícil achar a pior delas. Se alguém lembrar de algo mais é só comentar.
1) Levar notebook para o banheiro (adeus revistas)
2) Colocar as velinhas em binário no bolo de aniversário (Eu, em 2003, 2005 e provavelmente 2007)
3) Colocar o toque do celular com o som do R2D2 (Augusto)
4) Falar que alguém está indo para /dev/null quando está muito doente (Mansur)
5) Andar com um botom "Yoda Loves Me" no meio da Defcon (ops, eu de novo)
6) Usar relógio de pulso em binário (não lembro quam comprou, mas vende na thinkgeek)
7) Usar a camisa com a frase: "Existem 10 tipos de pessoas, as que entendem binário e as que não entendem"
8) Escrever um algoritmo de ano novo, conforme abaixo (Philipi):
While NOT Eof do begin
Next;
end;
Feliz 2007 a todos ;-)
December 19 Riscos OfflineA Boeing, umas das maiores montadoras de aviões do mundo informou que um notebook portátil desapareceu. Na realidade foi o terceiro em 13 meses. Isso não seria um problema se o mesmo não contivesse nomes, número de previdência social, endereços, telefones e datas de nascimento de 382 mil funcionários e aposentados. A empresa prometeu fornecer um serviço de monitoração de crédito por 3 anos, tentando minimizar o impacto do vazamento de informações. Nesta ponto uma pergunta é inevitável: Qual o real valor deste notebook para a empresa?
O Custo de se perder um equipamento como este supera em centenas de vezes o custo do próprio hardware (que eventualmente pode ter até seguro), isso sem contar o dano feito à imagem da empresa e possíveis processos posteriores. O que impressiona é o porque de depois de 2 outros roubos a empresa ainda se manteve no risco, mas quanto a isso não tenho dados para julgar. De uma forma geral consigo ver 3 medidas que poderiam minimizar o impacto de um roubo de computadores:
Reavaliar: Os usuários destes notebooks precisam mesmo carregar uma base tão grande? Estes dados não poderiam ser consultados via VPN ou SSL?
EFS: O EFS criptografa arquivos em partições NTFS com uma chave forte desde o Windows 2000. O Elo mais fraco desta tecnologia é que se o usuário fizer logon o NTFS descriptografa os arquivos quando chamados para a memória. Se a estação não tiver uma boa política de segurança, quebrar uma senha de logon com acesso físico à estação pode ser apenas questão de tempo.
BitLocker: Apesar do Windows Vista estar saindo agora, seria aconselhável substituir as estações que possuam dados sensíveis por computadores com chip TPM 1.2 e Windows Vista. Acredito que existam tecnologias semelhantes ao BitLocker, que criptografa toda a partição de sistema e guarda a chave no chip TPM. No entanto, o Windows Vista possui uma série de novos recursos de segurança, o que justificaria a troca de pelo menos os notebooks mais críticas.
O Artigo sobre a Boeing está no site da Módulo:
Comprar fechadura de ladrãoHoje li 2 reportagens bem interessantes e complementares, resolvi fazer uma breve análise da situação:
Na primeira notícia, o Instituto Ipsos levantou que 73% das pessoas que compraram um PC popular trocaram o Linux pelo Windows posteriormente, e aparentemente só 26% compraram o Windows (particularmente acho que este número é até menor). Nesta mesma matéria vi que o governo proibiu as empresas de venderem o PC popular o Windows Starter + Linux (dual boot), o que tira do usuário a possibilidade de ter um Windows original a baixo custo (O&M). Esta reportagem pode ser lida no link abaixo:
Em outra reportagem, o IDC indica que 73% dos programas piratas possuem vírus, e que 43% dos sites que oferecem programas para download instalam programas espiões no micro do usuário. A reportagem pode ser lida no link abaixo:
O que me chamou a atenção foi a comprovação de algo que sempre falo em palestras, programas piratas são extremamente inseguros, são como comprar fechadura de ladrão. Eu fico imaginando se alguém se arriscaria a ser preso somente para ser "bonzinho" e distribuir software comercial sem custos. Não seria mais fácil acreditar que esta pessoa tem uma segunda intenção?
Vejo estes dados com preocupação, pois a cada atitude anti-pirataria aparecem os cracks que tentam tornar o programa funcional, mas o usuário não vê que ele está confiando em alguém que faz algo ilegal para ajudá-lo a fazer algo ilegal. Que tipo de garantia há nisso? Caso este crack esteja infestado de spywares, para quem o usuário reclamaria?
Imagine que o chiquinho recebe um e-mail de uma pessoa que não conhece oferecendo um programa que supostamente gera créditos para celulares pré-pagos, será essa boa alma que mandou o e-mail se deu ao trabalho de mostrar para todo mundo seu programinha altamente ilegal? Por fim, o chiquinho a |